Diretoria Técnica de Extensão - DTE
Construindo as Relações Sociais

Os novos contextos das Ciências Sociais traçaram inúmeras construções conceituais e teorizações a fim de explicar a realidade social. A produção técnica e científica, particularmente quanto aos seus usos e apropriações, é também uma questão política, condicionada pelas concepções de mundo, interesses e relações de poder. Permanece nas propostas para a Extensão Universitária, o desafio da construção de relações com a comunidade, pois para além da percepção tradicional de coletividade, a que se considerar as grandes transformações dos meios de comunicação, de intercambio e das diversas ferramentas exploratórias sobre as realidades comunitárias. Amparados pelos parâmetros dos novos Planos Curriculares que asseguram a transversalidade nas bases educacionais brasileiras, insurgem projetos e programas de estímulos à ações comunitárias, instrumentalizadas por temas de múltiplas interfaces sociais.
A atuação social na dimensão institucional mostra-se permanente e impregnada à cultura interna, prática que envolve dirigentes, colaboradores, parceiros e beneficiários. Essa atitude expressa acima de tudo um compromisso e uma política de participação ativa no processo de desenvolvimento social, cultural e econômico da região em que se inserem as ações institucionais propostas, definidas pelas demandas e necessidades comunitárias.
Na verdade, a integração comunitária é um desafio permanente para as instituições educacionais que queiram cumprir sua missão de responsabilidade social através da extensão universitária. Compreende-se implicitamente que já está inclusa na função da extensão a atuação comunitária. Entretanto o trabalho de integralidade de ações direcionadas às comunidades partícipes tem um sentido bem mais abrangente. Um trabalho comunitário pressupõe o estabelecimento de relações mais estreitas e implicações mais intensas sobre toda a estrutura universitária, reveladas através de suas práticas acadêmicas e suas orientações político sociais.
De fato, as funções de produção e de socialização do conhecimento somente poderão ser realizadas com sucesso se existir a integração com a comunidade. Integração comunitária não é um simples canal interativo da universidade com a comunidade, sua prática exige a definição de relações de reciprocidade, implica responsabilidades e gestão compartilhadas, ela permite à comunidade participar das escolhas e prioridades, e por fim, a integração comunitária permite a contextualidade do ensino e da pesquisa em relação à atuação social da comunidade sobre suas realidades.

Os Espaços e as Práticas
Tratam-se, os Núcleos de Extensão, de espaços dinâmicos de acolhimento da pesquisa e ensino, na perspectiva de promoção da interface entre os Projetos e Programas de Ação Contínua da extensão universitária, da integração comunitária e do fomento das políticas universitárias para a extensão e cultura, com a sociedade.
A partir de 2009, foi estabelecido o Fórum dos Núcleos de Extensão com o objetivo de sustentar as propostas encaminhadas para os Núcleos, fortalecer as discussões sobre universidade e sustentabilidade regional e instrumentalizar o diálogo entre as políticas universitárias e as políticas públicas. Este Fórum se desenvolve sob a gestão da Coordenadoria de Sustentabilidade Regional.

Núcleo de Extensão de Brazlândia
O desenvolvimento dos programas só foi possível através da parceria entre a UnB e a Administração Regional de Brazlândia, que cedeu o espaço físico para abrigar as atividades propostas, além de compartilhar conosco a gestão daquele espaço em várias parcerias de trabalho. Esta parceria institucional se estende à Diretoria Regional de Ensino de Brazlândia e a diversos grupos e movimentos organizados da comunidade local.
O Núcleo foi inaugurado em outubro de 2008 e já apresentou, neste curto período de existência, significativo cronograma de atividades propostas pelos PEACs.

Núcleo de Extensão de São Sebastião
Seguindo a mesma dinâmica de parcerias com entidades da comunidade local, o Núcleo de São Sebastião apresenta uma ação comunitária consolidada ao longo de quatro anos naquela região. Os espaços de atuação do programa de extensão em São Sebastião são definidos por meio de múltiplas parcerias. A parceria firmada inicialmente e que dá sustentação às atividades do Decanato de Extensão e com o Instituto Arthur de Andrade. O trabalho cooperado para o desenvolvimento das ações  naquela comunidade é viabilizado pelo apoio e cessão dos espaços:  Centro de Educação Popular, Escolas da Educação Básica, Projeto Tranquilini, Creche Anjos da Guarda.

Núcleo de Extensão na Estrutural
Desde a iniciativa da equipe técnica do Decanato de Extensão em desenvolver o Projeto Olhar-te: Fotografia e Editoração Eletrônica para jovens da cidade Estrutural, a comunidade, em especial, a OnG VIVER manifestou interesse em estabelecer parcerias com a UnB visando ações contínuas extensiva à toda comunidade. Para a construção de um plano de trabalho de caráter multidisciplinar o DEX vem estruturando junto a VIVER, termo de cooperação técnica entre outras correlatas.

Outros Espaços da Extensão
São desenvolvidas ações de extensão nos campi de expansão universitária de Ceilândia, do Gama e de Planaltina, sem a configurar o nucleamento de atividades. Estas ações se destacam pelo seu alto caráter de interface multidisciplinar e integração comunitária sob a coordenação de seus proponentes.
Existem ainda, outras práticas de extensão em espaços multidimensionados com a direta participação do Decanato de Extensão, tanto na gestão, quanto no apoio a essas atividades, para a garantia do desenvolvimento da pesquisa como prática social e estabelecimento de indicadores para a instrumentalização da extensão.